Espírito Santo cresce 102% mais rápido, mas ninguém sabe disso.
No BRM São Paulo 2026, um tema ganhou destaque: o crescimento acelerado dos mercados regionais. Enquanto todo mundo investe em São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste, algo silencioso e poderoso está acontecendo nos mercados regionais. Os estados que a gente chama de “onças”, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, cresceram 102% mais rápido do que as demais regiões do país em 2025.
E o Espírito Santo está no epicentro dessa transformação. Não é coincidência. É estrutura. É oportunidade. E é para quem estiver preparado.
Na edição de hoje:
Os Números Que Ninguém Fala – Por que o ES cresce 102% mais rápido. Quando a economia brasileira cresce 2,3%, as onças crescem 4,5%. Estrutura, não acaso.
O Paradoxo da Demanda – 39% das vendas, mas apenas 19% do turismo receptor. O ES vende viagens para o Nordeste. Deveria vender para si mesmo.
Como Empresas Ganham – Crescimento sem planejamento é desperdício. Planejamento tributário é estratégia. É a diferença entre crescer e prosperar.
Os números que ninguém fala: Por que o ES cresce mais
Há uma década, o Brasil era São Paulo. Depois veio o Nordeste. Agora vem as onças. E não é exagero.
Em 2025, enquanto a economia brasileira cresceu 2,3%, as onças cresceram em média 4,5%. Quase o dobro. Mas os números individuais são ainda mais impressionantes. O Paraná cresceu 2,8% em 2025, acima da média. Mas no primeiro quadrimestre de 2025, disparou com 7,5%, o maior crescimento do Brasil. Curitiba sozinha tem PIB de R$ 120 bilhões, colocando-a entre as dez maiores cidades do país.
O Espírito Santo encerrou 2025 com 3,9% de crescimento. Isso não parece muito até você lembrar que é o terceiro ano consecutivo acima da média nacional. Enquanto o Brasil oscila, o ES cresce consistentemente. Pelo terceiro ano. Isso é estrutural.
Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso consolidam-se como potências agropecuárias. Em 2024, foram abatidas 39,7 milhões de cabeças de bovinos, em alta. Santa Catarina e Rio Grande do Sul mantêm ritmo acelerado. Isso não é distribuição aleatória de crescimento. É uma reconfiguração deliberada da economia brasileira. O poder está se descentralizando.
O paradoxo da demanda: Vendemos mais, mas recebemos menos
O Espírito Santo não é um destino turístico. Ainda. É uma porta de entrada. E essa é a oportunidade.
Geograficamente, o ES está posicionado entre São Paulo (maior mercado consumidor do Brasil) e o Nordeste (maior destino turístico). Tem porto moderno em Vitória. Tem infraestrutura de transportes. Tem Guarapari, Pedra Azul, Vitória, destinos com potencial real. E tem gente com dinheiro para gastar.
Mas aqui está o paradoxo: o ES vende viagens para o Nordeste. Vende viagens internacionais. Vende viagens para o Sul. Mas não vende viagens para si mesmo. Quando um capixaba quer viajar, vai para Gramado, vai para o Nordeste, vai para fora. Não fica em casa.
O Brasil inteiro recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros em 2025, um recorde histórico. Mas a Torre Eiffel recebe mais de 20 milhões de visitantes por ano. Uma torre. De metal. Na França. Agora imagine o potencial de um estado inteiro com praia, montanha, cultura e história.
O Plano Estratégico de Marketing Turístico do ES estima R$ 26 milhões anuais em investimentos para 2026. O estado está investindo em promoção. Está investindo em desenvolvimento. Está investindo em si mesmo. Pela primeira vez em escala. Isso significa demanda. Demanda por hospedagem, gastronomia, entretenimento, serviços. Demanda por empresas preparadas para crescer rápido.
Como empresas ganham nessa onda: Preparação, planejamento e posicionamento
Crescimento econômico não é acidente. É oportunidade para quem está preparado.
Quando o Paraná cresceu 7,5% no primeiro quadrimestre de 2025, quem ganhou? Empresas que já estavam lá. Que já tinham estrutura. Que já tinham planejado. Não foi o acaso. Foi preparação.
O mesmo vai acontecer no Espírito Santo. Quando o turismo crescer, e vai crescer, quem estará pronto? Quem vai capturar essa demanda? Quem vai crescer com a onda?
Mas crescimento sem planejamento é desperdício. Você cresce 50%, mas paga 60% em impostos. Você fatura R$ 10 milhões, mas perde R$ 3 milhões em carga tributária mal estruturada. Você perde a oportunidade.
Planejamento tributário não é custo. É estratégia. É a diferença entre crescer e prosperar. Entre aproveitar a onda e ficar para trás.
O momento é agora
O Espírito Santo está mudando. As onças estão redefinindo o Brasil. O crescimento está começando. Mas só quem estiver preparado vai ganhar.
Se você é empresário em hotelaria, gastronomia, entretenimento, serviços, logística ou qualquer outro setor, esse é o momento para se posicionar. Para estruturar. Para planejar. A Tess está aqui para ajudar.
Até a próxima semana. 👋
By Kaline Marchiori