Inflação, juros e câmbio: O trio que dorme na sua gaveta sem pagar aluguel

Inflação, juros e câmbio:
O trio que dorme na sua gaveta sem pagar aluguel

 

Bom dia para quem acordou com a estranha sensação de que o dinheiro está evaporando.

Enquanto muitos empresários focam apenas no que entra e sai do caixa, há um trio — silencioso, persistente e implacável — que impacta seus resultados todos os dias, mesmo sem ter sido convidado: inflação, juros e câmbio.

Se você ainda acha que isso é problema dos economistas, do governo ou das grandes empresas, lamento informar: é mais nosso do que você imagina.

Na edição de hoje:

° Como esse trio corrói suas margens e seu caixa, mesmo que você não perceba
° Por que não dá mais para fingir que isso não te afeta
° Estratégias práticas para proteger sua empresa e seu resultado

Vamos lá?

Hoje vou direto ao ponto: inflação não pede licença — ela arromba a porta, senta na sua mesa e começa a devorar sua margem sem nem disfarçar.

De um lado, seu fornecedor avisa que a nova tabela já vem com aquele “ajuste necessário”. O aluguel? Subiu. O frete? Disparou. A conta de energia? Vira motivo de reunião emergencial no financeiro. Até o café da copa ficou mais caro — e, sinceramente, nem tá tão bom assim.

E aí surge aquela pergunta que separa quem sobrevive de quem vira estatística:
Você está repassando esses aumentos? Ou está, sem perceber, financiando seus clientes às custas da sua própria margem?

Enquanto isso, lá está a Selic, aquele parceiro oculto que você não escolheu. O que antes era uma linha de crédito saudável, aquela antecipação de recebíveis “pra aliviar o caixa”, agora virou um sócio folgado. A diferença? Esse sócio não atende telefone, não faz reunião, não traz cliente e não entrega resultado. Ele só leva. E leva com gosto.

E se você acha que não depende de dólar… spoiler: depende sim.
O câmbio não quer saber se sua empresa importa ou não. Ele tá no diesel que abastece o caminhão, na embalagem, no papelão, no plástico, no trigo do pão que vai no lanche dos colaboradores e até no software que roda sua operação.

Dólar subiu? Acredite: alguém repassa. E se esse alguém não for você… parabéns. Seu caixa acabou de virar fundo de socorro do mercado.

A verdade é simples e brutal: não existe a opção de não jogar esse jogo. Você já está nele. A única decisão é se quer jogar bem — ou ser refém dele.

Quer um exemplo real? 

A gigante Ambev, que tem acesso aos melhores financiamentos, hedge cambial e times de economistas, sente o impacto, nos últimos trimestres, a Ambev enfrentou:

1 – Alta no custo de matérias-primas: Alumínio das latas subiu mais de 30% no acumulado dos últimos anos, puxado pelo câmbio e pela escassez global.

2 – Dólar pressionando insumos: Cevada, lúpulo, embalagens e até energia — todos impactados diretamente pela cotação do dólar.

3 – Aumento nos custos logísticos: Frete rodoviário e diesel dispararam, pressionando ainda mais o custo de distribuição.

O próprio CEO da Ambev, Jean Jereissati, declarou em entrevistas recentes que a pressão inflacionária global e o câmbio exigiram revisões constantes no portfólio, na precificação e nas negociações com fornecedores.

Resultado? A empresa teve que fazer aumento de preços em diversas categorias, reequilibrar contratos, rever margens e até redesenhar embalagens para reduzir custos.

Se uma empresa que fatura R$ 100 bilhões ao ano, com estrutura financeira global, precisa recalcular rota para sobreviver à pressão econômica, a pergunta é direta:
E você? Já recalculou a sua?

 

📌Como proteger sua empresa (sim, na prática):

Revisão periódica de preços:
Atualize sua política de preços. A inflação não é anual — ela é mensal, às vezes até semanal. Quem não ajusta, financia o mercado.

Negociação ativa com fornecedores:
Feche contratos com cláusulas de reajuste previsível. Negocie prazos longos de pagamento e, quando possível, trave preços.

Proteção cambial é, sim, acessível:
Se sua operação é sensível ao dólar, proteja-se. Bancos e corretoras oferecem contratos futuros simples. Não é papo de multinacional — é papo de quem quer dormir tranquilo.

Gestão de caixa como prioridade:
Reduza ciclo de recebimento, alongue o de pagamento e construa uma reserva. Caixa não é sobra, é blindagem.

Faça simulações econômicas:
Projete seus números considerando dólar alto, juros subindo e inflação pressionando. Antecipar é sempre mais barato que remediar.

Reavalie seu modelo comercial:
Mix de produtos errado ou cliente errado custa caro. Produtos de baixa margem somem na primeira alta de juros.

 

📈 Dados que importam:

Selic atual: 15%

IPCA acumulado (12 meses): 5,32%

Dólar hoje: Clique aqui

Fonte: Banco Central e IBGE — atualizados em junho de 2025.

 

📌 O que separa quem cresce de quem quebra:

Quem ignora o macro, vira estatística no micro.
Se sua empresa não protege margem, precificação e fluxo de caixa, o mercado fará isso por você — só que da forma mais cara possível.

E aqui na Tess, é exatamente sobre isso que trabalhamos todos os dias. Acompanhamos de perto os números dos nossos clientes, apresentamos seus resultados, destrinchamos custos, margem, lucro e fluxo de caixa.

Não é sobre olhar para o passado. É sobre entender o presente e planejar o futuro.

 

💡Agora é sua decisão:

Se você quer transformar seus números em decisões — e suas decisões em resultado, fale com nosso time. Estamos prontos para te ajudar a recalcular essa rota.

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Até semana que vem 👋

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