Bom dia para quem entende que, nos negócios, parecer forte nunca foi suficiente.

Na edição de hoje:

° O que o Oscar revela sobre decisões empresariais
° O erro de confundir sinais com realidade
° Por que estrutura sempre vence narrativa

Vamos lá?

No último domingo, o Oscar trouxe uma frustração para muitos brasileiros.

“O Agente Secreto” chegou cercado de sinais fortes. Repercussão internacional, aclamação da crítica, indicações relevantes, destaque histórico para Wagner Moura e uma narrativa crescente de favoritismo.

Tudo indicava que poderia levar.

Mas não levou.

E é exatamente aqui que começa uma reflexão interessante.

Os sinais eram reais, mas sinais não são resultado.

Esse é um dos erros mais comuns dentro das empresas.

Existe um padrão de decisão que aparece com frequência, especialmente em momentos de crescimento: a confusão entre indicadores de vaidade e indicadores estruturais.

É quando sinais superficiais são usados como prova de solidez.

A receita cresce e conclui-se que o negócio está saudável.
As vendas aumentam e assume-se que a margem acompanha.
O caixa aguenta alguns meses e parece que a operação está segura.
O mercado elogia e isso vira confirmação de que tudo está funcionando.

Mas nada disso, isoladamente, garante estrutura.

E o mercado, assim como o Oscar, não premia expectativa. Premia consistência.

Um bom exemplo disso fora do cinema é a Cimed.

Hoje ela é uma das maiores farmacêuticas do Brasil. Está presente em praticamente todo o país, tem um portfólio amplo e alcançou um faturamento relevante nos últimos anos.

Mas o crescimento não veio apenas de marketing ou expansão comercial.

Veio de estrutura.

O que pouca gente observa é que a empresa construiu controle sobre sua própria operação. Verticalizou grande parte da cadeia, passando a dominar pesquisa, produção, embalagens, logística e distribuição.

Isso reduz dependência, melhora margem e aumenta eficiência.

Não é visível para o mercado no curto prazo.
Mas é decisivo no longo.

E essa é a diferença central.

Narrativa constrói percepção.
Estrutura sustenta resultado.

Você não precisa ser uma empresa do tamanho da Cimed para pensar dessa forma.

Empresas médias começam a construir estrutura quando param de olhar apenas para o topo do funil e passam a olhar para o que sustenta o resultado.

Quando reorganizam sua estrutura tributária.
Quando redesenham sua cadeia de fornecedores.
Quando ajustam preços com base em margem real.
Quando constroem eficiência operacional antes de escalar.

É nesse momento que deixam de reagir a sinais e passam a operar com base em fundamento.

O Oscar, no fim, mostrou algo simples.

Favoritismo não garante vitória.

Nos negócios, acontece o mesmo. O mercado não premia quem parece forte.

Premia quem é estruturalmente forte.

A pergunta desta semana é direta:

Você está tomando decisões com base no que aparece… ou no que sustenta?

Até a próxima semana. 👋

By Kaline Marchiori

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