Bom dia para quem entende que grandes resultados não nascem de grandes discursos, mas de processos repetidos com rigor.

Na edição de hoje:

° O que sustentou a Toyota enquanto gigantes quebravam
° Por que disciplina operacional é vantagem competitiva
° Como aplicar esse princípio na sua empresa

Vamos lá?

Em 2008, enquanto montadoras americanas pediam socorro ao governo, uma empresa japonesa atravessava a maior crise financeira das últimas décadas com estabilidade e previsibilidade.

A Toyota não saiu ilesa. O mercado retraiu. A demanda caiu. O crédito desapareceu.

Mas ela não quebrou.

E o motivo não foi uma estratégia genial criada durante a crise. Foi algo muito menos glamouroso e muito mais poderoso, construído ao longo de décadas: disciplina operacional.

A Toyota nunca competiu apenas por volume. Competiu por método.

Antes de crescer, estabiliza.
Antes de acelerar, padroniza.
Antes de expandir, elimina desperdício.

Pode parecer simples. Não é.

Enquanto muitas empresas associam crescimento a mais unidades, mais produtos e mais complexidade, a Toyota fez o contrário: buscou eficiência antes da escala.

Desperdício, para eles, não é apenas material perdido.

É estoque excessivo parado.
É retrabalho que consome margem.
É tempo ocioso mascarado de ocupação.
É movimentação desnecessária.
É esforço que não agrega valor.

Reduzir desperdício não é cortar custo indiscriminadamente. É aumentar inteligência operacional.

Outro pilar central é o Kaizen, a melhoria contínua.

Não são grandes revoluções anuais.
São ajustes pequenos e constantes.
Incrementais.
Consistentes.

Há um detalhe que resume essa mentalidade: qualquer colaborador pode parar a linha de produção se identificar um problema.

Parece radical. Mas a lógica é simples. Produzir errado custa mais do que parar e corrigir.

Qualidade não é conferida no final. É construída ao longo do processo.

Quando um erro acontece, não se busca culpado. Busca-se causa raiz. Pergunta-se “por quê?” até chegar ao ponto estrutural do problema.

Isso cria algo que poucos empresários valorizam o suficiente: previsibilidade.

Na crise de 2008, enquanto concorrentes operavam com estoques inflados, margens comprimidas e dependência de crédito, a Toyota tinha fluxo mais enxuto, menor alavancagem e controle rigoroso da operação.

Disciplina não impede crise.
Mas reduz vulnerabilidade.

E essa lógica não pertence apenas à indústria automobilística.

Pense em uma empresa média brasileira em crescimento. O faturamento sobe, a equipe aumenta, novos clientes entram. E, junto com isso, aparecem retrabalhos frequentes, custos difíceis de explicar e processos improvisados.

O diagnóstico quase sempre aponta para mercado ou concorrência. Raramente para a operação.

Estratégia define direção. Disciplina operacional sustenta o caminho.

Empresários discutem visão e expansão, e devem mesmo. Mas estratégia sem execução disciplinada vira discurso. Operações desorganizadas corroem margem em silêncio; operações eficientes sustentam crescimento.

A Toyota não se tornou referência por campanhas marcantes, mas por repetir processos corretos por décadas.

Talvez a pergunta não seja se sua empresa tem uma boa estratégia, mas se ela tem disciplina suficiente para executá-la todos os dias.

Sua operação está preparada para crescer ou está apenas ficando mais complexa?

Até a próxima semana 👋

 By Kaline Marchiori

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